JOSIAN FLORENCIO DA SILVA

JOSIAN FLORENCIO DA SILVA

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Em Parnamirim Sim, tem São João? Não!

Em Parnamirim Sim, tem São João? Não!

A terceira maior cidade do Rio Grande do Norte e que muitos se orgulham, em breve estará recebendo um Teatro Municipal. Quem passa pelo Bosque Aluísio Alves na Cohabinal pode ver a enorme construção que lá se encontra, mas isso não significa valorização da cultura local pois existe o risco de ser um centro de grandes espetáculos onde a população local não possa pagar para assistí-los. Mas além disso, convído-os para uma reflexão sobre a cultura que não precisa de um palácio para se fazer bonita. Vamos falar de eventos de rua, cultura de raiz.
Estamos entrando no período junino e se alguém quiser festa tem duas opções: Ou paga ou vai para cidades visinhas bem menores do que Parnamirim e que terão muito pra mostrar com enormes shows e festivais de quadrilhas. Quem é daqui não precisa forçar muito a mente para lembrar de como eram os festejos juninos em Parnamirim. Quem não lembra do Saudoso Parnaforró? Das inúmeras quadrilhas juninas que existiam aqui? E onde estão essas quadrilha hoje?
Não é preciso ir muito longe para saber que que cidades pequenas terão grandes festas Juninas. Pior, cidades bem menores estarão muito bem representadas nos Festivais de Quadrilha da INTERTV CABUGI e da TV PONTA NEGRA. Quantas vão de Parnamirim? Será que alguém saberia responder qual o estimulo o poder público e a Fundação Parnamirim de Cultura está dando para que a cidade resgaste a quantidade de Quadrilha que existia antes? É uma vergonha para uma cidade tão grande ter uma representação tão pequena nos maiores festivais do Estado. Não podemos deixar de homenagear verdadeiros heróis e guerreiros de nossa cultura que durante anos defenderam a paixão por São João, São Pedro e Santo Antonio com Grupos Juninos Campeões de nossa cidade e que defenderam belíssimamente o Nome de Parnamirim em suas apresentações por todo o Estado e até fora dele como o Arraiá da Paia de Professora Aparecida, o Arraiá do Barulho do já falecido “Seu Basto”. Da campeoníssima do Parnaforró o Arraiá Encanta Lumiá, o Sorriso Junino que talvez seja a que ainda tenta sair entre as quadrilhas estilizadas da cidade. Sem falar dos grupos Matutos como o do Marília e muitas outras. Cadê essas quadrilhas? Por que deixaram que esses grupos sumissem? Será possível que Parnamirim continuará sempre perdendo talentos por falta de investimento e valorização?
Nada mais justo do que cantarmos: “Eu fiquei tão triste, eu fiquei tão triste naquele São João…” O cai cai Balão aqui na minha da mão, não cai não, não cai não, não cai não pois esse ano, mais uma vez, vai passar bem longe daqui.
Daí, o que fazem? Investe-se alto num único espetáculo no final do ano e acham que estão fazendo muito. Ter Asas da História é bom, mas melhor mesmo é ter histórias para colocar embaixo das asas.

FONTE : por :Altivânio Azevedo

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